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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

CITAÇÃO DO DIA

“Antes de brigar com alguém, brigue com você mesmo, porque toda vez que você se superar, estará se distanciando dos possíveis inimigos.” (RIVALCIR LIBERATO)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

INDENIZAÇÕES GARANTEM LUCRO À ELETROBRÁS
A estatal de energia Eletrobrás teve lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 12,7 bilhões no segundo trimestre, ante um prejuízo de R$ 1,36 bilhão no mesmo período de 2015. O resultado positivo foi influenciado principalmente pela contabilização de indenizações bilionárias que a companhia receberá a partir de 2017. A definição de regras para que a Eletrobrás receba a partir do próximo ano bilhões em indenizações por ter renovado antecipadamente e com receita menor contratos de concessão de ativos de transmissão de suas subsidiárias no final de 2012 gerou impacto líquido de R$ 17,04 bilhões no segundo trimestre. Também influenciou positivamente no trimestre a reversão de uma provisão de R$ 1 bilhão referente a processos judiciais, que teve efeito líquido de R$ 394 milhões no resultado do exercício. Por outro lado, a companhia realizou uma provisão de R$ 4,09 bilhões referente a baixa contábil na usina nuclear de Angra 3.

BURACOS NEGROS NÃO SÃO TOTALMENTE ESCUROS, DIZ ESTUDO
Buracos negros podem não ser totalmente escuros, de acordo com um novo estudo feito por um cientista israelense e publicado nesta semana na revista Nature Physics. A pesquisa contradiz a ideia de que nada poderia escapar desses corpos celestes e reforça uma teoria proposta pelo físico britânico Stephen Hawking há mais de 40 anos. Usando um “modelo acústico” de um buraco negro, o autor do estudo, Jeff Steinhauer, do Instituto Tecnológico de Israel, conseguiu observar pela primeira vez um fenômeno análogo à radiação Hawking, que pode ser a única coisa a “vazar” do horizonte de eventos dos buracos negros – o ponto para além do qual a gravidade se torna tão intensa que até mesmo a luz é tragada. Em 1974, Hawking teorizou que, por causa dos efeitos quânticos, os buracos negros não seriam completamente negros, mas deveriam emitir um tipo de radiação. No entanto, a quantidade de radiação é tão ínfima que ela provavelmente nunca será observada em buracos negros reais. O modelo acústico de Steinhauer, porém, permitiu observar em laboratório uma radiação análoga. A ideia de Hawking partia do princípio de que, graças ao caráter aleatório da teoria quântica, não seria possível a existência do vazio absoluto no Universo. Mesmo o vácuo espacial teria flutuações em seus campos energéticos, fazendo com que pares de fótons aparecessem continuamente, destruindo-se mutuamente logo em seguida. Mas esses “fótons virtuais” poderiam se tornar partículas reais, caso o horizonte de eventos de um buraco negro os separasse antes que eles aniquilassem um ao outro. Assim, um fóton seria tragado pelo horizonte de eventos e o outro seria liberado no espaço. Essa seria a radiação Hawking, emitida pelo buraco negro. 

ACÚSTICO 
Essa radiação seria tão sutil que captá-la em um buraco negro real seria praticamente inviável. Mas, depois de sete anos de trabalho solitário em seu laboratório, em Haifa (Israel), Steinhauer desenvolveu um “buraco negro acústico” para observá-la. Para isso, ele usou uma nuvem de átomos de rubídio ultracongelados em um cilindro a uma temperatura ligeiramente acima do zero absoluto (cerca de 275 graus Celsius negativos). Em tal temperatura, esses átomos passam a se comportar de forma diferente, entrando em um estado conhecido como Condensado de Bose-Einstein, que é bastante utilizado em laboratórios para estudar efeitos quânticos em escala macroscópica. Nesse meio, a velocidade do som – que na atmosfera da Terra é de cerca de 340 metros por segundo – passa a ser de apenas meio milímetro por segundo. Steinhauer então acelerou os átomos até que alguns deles viajassem a mais de 1 milímetro por segundo – o que no Condensado de Bose-Einstein é uma velocidade supersônica.  Isso criou uma situação equivalente à de um horizonte de eventos: as ondas sonoras que passavam o ponto do cilindro onde a velocidade se tornava supersônica não podiam mais se mover contra o fluxo, como um nadador que se aproxima de uma cachoeira e não consegue mais nadar rápido o suficiente para escapar dela. Com sua temperatura ultragelada, o Condensado de Bose-Einstein produz sutis flutuações quânticas, semelhantes às que seriam produzidas pelo vácuo. Em vez de pares de fótons, no entanto, o experimento produziu pares de “pacotes” de som, chamados fônons. No cilindro, o pesquisador Steinhauer observou que alguns pares de fônons se separavam: um era tragado pela região supersônica do tubo – o horizonte de eventos do experimento – e o outro formava a radiação Hawking. O estudo em Israel fornece material para que a pesquisa na área prossiga, agora com elementos que podem apontar para a finitude dos buracos negros. 

IDOSOS CONECTADOS GERAM DEMANDA POR INOVAÇÃO
Os idosos brasileiros estão cada vez mais conectados: nada menos que 5,2 milhões de pessoas acima dos 60 anos têm acesso à internet no País – 21% da população que está na terceira idade. É o que revela uma pesquisa recente do Instituto Locomotiva, liderado por Renato Meirelles (ex-Data Popular). No entanto, mais do que o vovô no Facebook ou a vovó que procura receitas na internet, esse é um público que está gerando demanda por novas tecnologias e têm dinheiro no bolso para gastar: o estudo do Locomotiva mostra que a renda anual dos idosos conectados do Brasil chega a R$ 330 bilhões. “O mercado de tecnologia tem dificuldade de entender as pessoas mais velhas”, avalia Renato Meirelles, do Locomotiva. “Os jovens têm o desafio de explicar como usar a tecnologia de uma forma que aqueles que não são nativos digitais entendam.” Ao contrário do público infantil e juvenil, que têm um amplo leque de aplicativos e dispositivos específicos, as empresas prestam pouca atenção nos idosos: procuramos as principais companhias de tecnologia em busca de produtos e serviços para a terceira idade, mas a maioria não respondeu aos pedidos de entrevista ou informou não oferecer nada para esse público. Algumas delas mostraram soluções básicas de acessibilidade, como aumentar o tamanho das letras na tela do celular ou do computador – função disponível nos sistemas Windows, Android e iOS, por exemplo. “As letras e teclas grandes, com sistemas simplificados, não adiantam quase nada, mas são um começo”, avalia Martin Henkel, pesquisador da Senior Lab, consultoria especializada na terceira idade.
OPORTUNIDADE
Com o vácuo deixado pelas grandes empresas, há espaço para startups. Alguns dos poucos dispositivos para idosos em desenvolvimento no País são feitos por elas. Pioneiro, o “botão de socorro” Cuidador Digital é a única opção à venda. Usado pelo idoso como um colar, ele liga para um parente ou amigo quando é pressionado e transmite o som ambiente – mas não permite uma conversa entre os interlocutores, o que mostra uma deficiência no projeto. “Meu pai prestava serviços de remoção médica para idosos e eu pensei em criar um botão para ajudar idosos a pedir ajuda”, diz João Victor Mendes, fundador da Cuidador Digital, cujo produto é vendido por R$ 590. Uma opção mais sofisticada, o relógio inteligente LinCare, elaborado pela startup mineira de mesmo nome, deve chegar às lojas em outubro. O dispositivo deixa o monitoramento na mão dos próprios usuários – mas é capaz de enviar avisos quando a pessoa sofre um desmaio. “Os idosos odeiam ser vigiados pelos parentes. Eles querem ser donos da própria vida”, diz Ana da Mata, cofundadora da startup. O LinCare monitora as atividades cotidianas de seus usuários: com ajuda de inteligência artificial identifica hábitos, como a quantidade de idas ao banheiro, e lembra a pessoa sobre o horário dos remédios. “Se ele tem o costume de ir duas vezes ao banheiro e a frequência aumenta, nós informamos os parentes”, diz Ana. Se o idoso cair, o aparelho emite um alerta aos familiares por mensagem de texto e um atendente do call center da empresa liga para os responsáveis pelo idoso. “Existe um mercado gigantesco, mas é preciso entender o que os idosos querem”, diz Ana da Mata, da LinCare. E o dispositivo depende apenas de uma conexão estável com internet. Outra startup brasileira que aposta nesse filão é a EasyThings: na última semana, a empresa lançou no site de financiamento coletivo Kickante a campanha para financiar a fabricação de 5 mil unidades do EasyGlic, bracelete conectado que poderá ajudar diabéticos a diagnosticar hipoglicemia – falta de açúcar no sangue – pelo menos três minutos antes de um desmaio ou convulsão. O dispositivo monitora a temperatura corporal e o nível de suor para fazer a previsão. “Os idosos e as crianças têm mais dificuldade em identificar os sintomas e comunicar que estão se sentindo mal”, diz Egmar Rocha, sócio-fundador da empresa, que está incubada na Universidade de Brasília. “Para o idoso, é difícil diferenciar a fome ou tontura causada pelos remédios com o estado de hipoglicemia. Queremos ajudar.”
INTERAÇÃO
A principal dificuldade de quem se propõe a criar tecnologias para este público é pensar em como será a interação entre a pessoa e o aplicativo ou dispositivo. Na aceleradora Berrini Ventures, que apoia apenas startups que criam produtos para a área de saúde, o maior desafio é ensinar aos empreendedores como melhorar a eficiência de uso de suas criações. “Se eu faço um aplicativo cuja função é soar um alarme para avisar da hora do remédio, mas o idoso esquece o smartphone no mudo, não cumpri minha função”, diz o diretor da aceleradora, Fernando Cembranelli. “É preciso fazer testes com o público-alvo ativamente.” Criada por três médicos e apoiada por gigantes, como a farmacêutica Pfizer e a administradora de planos de saúde Qualicorp, a empresa já apoiou oito startups e se prepara para um novo ciclo de aceleração. Para transformar uma residência em uma casa conectada – com sensores e recursos automatizados – é preciso avaliar bem a facilidade de uso do sistema antes de seguir com um projeto. “Às vezes, até ligar uma televisão pode ser difícil para um idoso, quanto mais controlar um sistema”, diz José Roberto Muratori, presidente da Associação Brasileira de Automação Residencial (Aureside). Segundo o executivo, tecnologias “pervasivas”, que usam sensores de presença, por exemplo, monitoram idosos sem invadir sua privacidade – e sem exigir que eles interajam diretamente com um aplicativo. É possível, por exemplo, receber um alerta se a pessoa deixar a residência e demorar para voltar. “Na automação residencial, o céu é o limite”, diz Muratori. “Mas com investimento de cerca de R$ 2,5 mil, é possível montar um sistema com dois sensores de presença e um sensor de abertura de portas em locais estratégicos da casa, como a porta de saída e o banheiro.”
EVOLUÇÃO
Há avanços que podem auxiliar a inclusão digital dos idosos: um deles é a popularização de dispositivos com tela sensível ao toque. Depois dos smartphones e tablets, a tecnologia começa a ganhar computadores de mesa e notebooks. “Usar o mouse é uma grande dificuldade na terceira idade. Não é natural usar um dispositivo para mirar e apontar algo na tela”, avalia Gustavo Lang, diretor de Windows no Brasil. “Quando as pessoas tocam na tela, a experiência se torna mais humana”. Outro aspecto que pode auxiliar as pessoas mais velhas são os assistentes pessoais que possuem tecnologia de reconhecimento de voz. Eles já estão presentes no Brasil nos smartphones com Android (Google Now) e iOS (Siri), bem como nos computadores com Windows 10 (Cortana). Com uso de inteligência artificial, esses programas “escutam” o usuário e fazem pesquisas, criam lembretes ou leem e-mails do usuário. Alguns dispositivos que se propõem a ser o “coração” da casa conectada no futuro vão além. É o caso do Amazon Echo e do Google Home, caixas de som inteligentes fabricadas pela Amazon e pelo Google, respectivamente. A primeira, que é vendida apenas nos EUA por US$ 180, utiliza a assistente pessoal Alexa. A segunda não tem previsão de lançamento. Elas prometem tornar tarefas – como acender lâmpadas e, até mesmo, colocar a máquina de lavar para cuidar da roupa suja – tão fáceis quanto conversar com os netos no almoço de domingo, o que deve transformar a interação com a tecnologia. 

ARTE NO BLOG

A ARTE DE GRACIA NEPOMUCENO – PARTE 03
Gracia Nepomuceno nasceu na cidade de Piracicaba, interior do Estado de São Paulo, e desde a infância manifestou o gosto pelo desenho e a pintura. Na adolescência costumava fazer retratos de seus ídolos, em grafite ou carvão, depois passou a pintar utilizando óleo sobre tela. Formada em Serviço Social, atuou como assistente social, mas nunca deixou de dedicar-se à pintura. Participou de diversos cursos, workshops e oficinas no segmento das artes plásticas, ministrados por renomados artistas. Sua pintura tem hoje a paisagem como principal temática. Em suas viagens pelo Brasil e outros países, contempla as paisagens e faz seu próprio registro fotográfico, que depois utiliza como ferramenta para a composição de suas obras. Todas as paisagens que reproduz na tela são fruto de sua contemplação in loco.


Fonte: Saber Cultural

RECEITA DO BLOG

CAMARÃO À PROVENÇAL 

INGREDIENTES PARA 1 PORÇÃO
·         5 camarões grandes
·         200 g arroz cozido
·         200 g de cogumelo Paris
·         30 g de cebola picada
·         20 g de alho picado
·         100 ml de azeite
·         Sal, pimenta e salsa a gosto

MODO DE PREPARO
1. Frite os camarões em azeite bem quente (com temperatura em média de 160ºC) e deixe dourar dos dois lados;
2. Acrescente alho, cebola, cogumelo, sal e pimenta, salteie e reserve; 
3. Na mesma frigideira, acrescente o arroz cozido para absorver o tempero;
4. Monte o prato com os camarões e arroz, da maneira que preferir, e salpique a salsa para servir


Fonte: Receita do chef Paulo Novaes, do Sargento Garcia

CIRCULA NA INTERNET

É BOM FICAR SEMPRE...

IMAGEM DO DIA

Uma beleza de imagem aérea na nossa amada e bela Mossoró - RN - Brasil.

PIADA DO BLOG

A HERANÇA DA EX-MULHER DO ALFREDÃO
O grande filósofo Alfredão recebeu no seu confortável e luxuoso escritório a visita da sua ex-mulher Rosicléa, que foi logo entrando chorando aos prantos  e suplicando ao Alfredão:
- Alfredão meu querido e amado pelo amor de Deus volte para mim, eu sou a sua primeira e oficial esposa da sua vida, eu estou precisando demais de você.
O Alfredão falou rispidamente:
- Sai pra lá mulher, quem gosta de velha é fundo de rede, tu achas que vou deixar a minha Florisbela de 25 aninhos por você?
E a Rosicléa em prantos disse para o Alfredão:
- Meu querido eu estou precisando demais de você, o meu Tio Normandão, irmão da minha saudosa mãe faleceu e sou a sua única herdeira de R$ 200.000.000,00 (DUZENTOS MILHÕES DE REAIS) e eu não sei o que fazer com esse dinheiro todo, por favor me ajude.
Foi então que Alfredão olhou bem nos olhos da sua ex-esposa e disse:
- Minha querida Rosicléa, amor da minha vida, claro que vou lhe ajudar, mas primeiro tenho que mandar a Florisbela para a “puta que pariu”, e vamos aproveitar e gastar esses milhões do Tio Normandão.

TEXTO DO BLOG

O PT E A CRISE DA ESQUERDA
por Gaudêncio Torquato*

O declínio do PT aponta para uma trajetória em direção à esquerda do arco ideológico, onde espera um convívio com movimentos sociais de viés radical. Continuará a proximidade com sua tradicional base de trabalhadores, principalmente de contingentes das frentes metalúrgica e bancária. Trata-se da estratégia de sobrevivência. Na busca do traçado que marcou sua origem, procurará também o apoio de parcelas da intelectualidade, remanescentes dos tempos pré-Muro de Berlim, que continuam a acreditar na luta de classes, a condenar o neoliberalismo e a elevar aos céus da América Latina a bandeira bolivarianista. Quem desbravará essa tortuosa trilha será ele mesmo, Luis Inácio, o ícone do petismo, agora com a missão de juntar alas divididas que querelam pelo domínio do poder no partido que, há três décadas, despontava como referência ética da política.    
O primeiro obstáculo de Lula será a ocupação de espaço no arco ideológico. Na extremidade esquerda, o PT haverá de deparar com nichos ocupados por entes como PSOL e PSTU. O primeiro quer se firmar como opção da esquerda, contando com a contundência de perfis como o de Ivan Valente e a verve do carioca Chico Alencar. Que matiz o PT defenderá para se distinguir? Mais à direita dessa esquerda, esbarrará no PC do B, cujo ideario tem se diluído, eis que sua representação é difusa (e confusa), como denotam os discursos da senadora amazonense Vanessa Grazziotin e do nacionalista ex-ministro da Defesa Aldo Rebello. O que distinguiria o PT desses protagonistas?    
PERDENDO CHARME
O fato é que a esquerda tem se tornado um verbete que funciona mais como graxa para lustrar a cara de figuras que não adentraram as largas vias do século XXI. Perde charme, enquanto a direita engrossa suas fileiras. Patrocina com reservas o socialismo marxista, inspirado na análise do velho Karl Marx sobre a formação do capitalismo e a previsão de sua catastrófica evolução. A “violência como parteira da História”, dogma apregoado por Engels e que se firmou na segunda metade do século 19, até que tentou  fa­zer escola entre nós nos idos de 1960. Foi repelida pela ditadura militar. A redemocratização do País abriu espaço para outros espaços no arco ideológico. Formou-se um novo território para acomodar as estacas do alquebrado socialismo revolucionário e os ti­jolos do liberalismo político e econômico.
Os novos partidos de esquerda afastaram jargões carcomidos, como  exploração capitalista, Estado burguês, classe dominante, submissão a interesses do capital financeiro. Uma nova teia passou a ser costurada com a agulha de programas de distribuição de renda e uma equação que conjuga as bases de Estado mínimo e  Estado máximo. O socialismo clássico alterou sua fisionomia para juntar posições até então inconciliáveis, gerando novos conceitos como “capitalismo de face humana” e “socialismo de feição liberal”. Batizou-se essa combinação de social-democracia. Que aportou no Brasil em fins dos anos 1980, ganhando do PSDB densa interpretação, como se vê no texto Os desafios do Brasil, que engloba abordagens sobre as crises da contemporaneidade, a textura da demo­cracia social na Europa, as estratégias de crescimento e as políticas para o desenvolvimento.
Emergia a receita do Estado de bem-estar social (base­ado na universalização dos direitos sociais e laborais e financiado com políticas fiscais progressistas), com o aumento da capacidade aquisitiva da população. Essa meta tinha como alavanca o aumento dos rendi­mentos do trabalho e a intervenção do Estado nas frentes de gastos e regulação de atividades-chave para a expansão econômica.  A partir dos anos 70 a 80 os partidos social-democratas incorpo­raram princípios neoliberais, impregnando a ideologia dominante da União Europeia. A doutrina  ganhou no­vos contornos na esteira da globalização. As siglas mudaram, trans­formando bases eleitorais (categorias trabalhadoras) em classes médias, mais conservadoras e com certo acesso ao capital financeiro.
SOCIAL-DEMOCRACIA
No Brasil, por tentativa e erro, nosso arremedo social-democrata adentrou no terceiro milênio, ganhou o centro do po­der, sendo acusado de se curvar ao Consenso de Washington. A crítica saiu da artilharia do próprio PT e pequenos satélites. Deu certo. De tanto bater, as “esquerdas” alcançaram a alforria e tomaram assento no  Palácio do Planal­to. E o que ocorreu? As linhas gerais da tal política neoliberal foram preservadas e  recriadas, agora com nova roupagem de traços nacionalistas. Luiz Inácio, mesmo jorrando um verbo duro contra a crueldade neocapitalista, acolhia a banca e os vetores do mercado. Na expressão de palanque, o appartheid social foi uma constante: nós e eles. A luta de classes emergia na expressão  escandida com suor e ódio. Coisa de palanque.
Até que emergiu das sombras o fantasma do “mensalão”. A casa desmoronou. As últimas pilastras leninistas-marxistas “foram pro brejo”.  Bandeiras da esquerda, do centro e da direita, todas juntas, sujaram-se no pântano. Os intelectuais que ainda brandiam a foice e o martelo tiveram de recolher suas armas. Uns poucos continuaram a berrar. Sindicalistas, atrelados ao Estado, buscaram nova modelagem para sua ação, entoando o refrão de defesa de conquistas trabalhistas. Qual a cor da esquerda no meio do la­maçal? O vermelho ficou sujo. Sobraram indistintos traços de uma ou outra sigla nanica de entonação trotskista. O velho PC do B tem dificuldade de se posicionar no olimpo da esquerda. As siglas afundaram na lama.
Ao mensalão, seguiu-se o petrolão, este com formação de tsunami. Jogado de um lado para outro por suas ondas, o PT vai tentar achar um rumo. Lula será o condutor desta empreitada. A ele, a missão de encontrar a tábua do náufrago. E, claro, sair-se bem dos dutos da Lava Jato. Dará certo?

(*) Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

INDICADORES DO BLOG

BOVESPA
O principal índice da Bovespa fechou em queda operou com instabilidade na quinta-feira (18), um dia após renovar máxima em quase dois anos. A tentativa de realização de lucros foi atenuada pela alta da Petrobras na esteira de ganhos nos preços do petróleo. O Ibovespa, principal indicador da bolsa, caiu 0,27%, a 59.166 pontos. No mês de agosto, avançou 2,67% e, no acumulado de 2016, 35,7%.
ÍNDICES DA BM&FBOVESPA
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
MÁXIMO (PTS)
MÍNIMO (PTS)
VARIAÇÃO (PTS)
TOTAL (PTS)
Ibovespa
-0,27%
59.417,88
58.828,96
-157,81
59.166,02
IBX
-0,25%
24.626,31
24.394,16
-60,47
24.527,07
IBX50
-0,29%
9.967,69
9.867,88
-28,91
9.924,31
IEE
-0,21%
37.092,24
36.783,13
-77,41
36.832,90
IGCX
-0,42%
9.152,78
9.059,66
-38,57
9.109,43
INDX
-0,01%
12.907,77
12.811,48
-1,84
12.878,29
ISE
-0,24%
2.522,55
2.502,80
-6,11
2.513,16
IVBX
-0,55%
8.953,69
8.853,47
-49,10
8.885,83
18/08/2016 17h45 | Thomson Reuters                         

MOEDAS
MOEDA
COMPRA (R$)
VENDA (R$)
VAR (%)
Dólar Comercial
3,2415
3,2435
+1,00%
Euro
3,6761
3,6791
+1,69%
Libra
4,2607
4,2640
+2,01%
Peso Argentino
0,2168
0,2172
+0,18%
18/08/2016 17h45 | Thomson Reuters 

INFLAÇÃO
ÍNDICE
MÊS
VALOR
IPCA       
Jul.16
+0,52%
IPC-Fipe
Jul 16
+0,35%
IGP-M
Jul.16
+0,18%
INPC
Jul.16
+0,64%
10/08/2016 17h57 | Thomson Reuters 

JUROS E POUPANÇA
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
Selic (ano)
14,25%
CDI (ano)
10,80%
TJLP - Taxa de juros de longo prazo (trimestre)
7,50%
TR - Taxa referencial (mês)
0,2229%
Poupança (mês)
0,724%
18/08/2016 17h42 | Thomson Reuters
  
COMMODITIES
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
VARIAÇÃO (PTS)
COTAÇÃO (US$)
Prata
+0,39%
+0,08
19,74
Platina
+1,15%
+12,75
1.125,75
Petróleo WTI
+1,07%
+1,01
95,25
Ouro
+0,32%
+4,26
1.352,44
Petróleo Brent
-1,40%
-0,59
41,55
Paládio
+2,82%
+19,50
711,50

18/08/2016 17h45 | Thomson Reuters

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

CITAÇÃO DO DIA

“A imaginação é como um braço extra, com o qual você pode agarrar coisas que de outra forma não estariam ao seu alcance.”  (JEAN-PAUL SARTRE)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

GOVERNO PROJETA ALTA DE 1,6% NO PIB EM 2017
A equipe econômica deve elevar de 1,2% para 1,6% a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017, no projeto de lei orçamentária para o ano que vem. Com a estimativa de crescimento maior, o governo pretende "engordar" a receita prevista para o ano que vem. Com arrecadação maior, ficaria reduzida a necessidade de medidas de aumento de tributos para garantir o cumprimento da meta fiscal. O projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias enviado ao Congresso projeta um rombo de R$ 139 bilhões em 2017 nas contas do governo federal. Segundo uma fonte do governo, o presidente em exercício Michel Temer não quer anunciar medidas de aumento de impostos. A estratégia que está sendo traçada é mostrar que a meta orçamentária pode ser garantida com o aumento da arrecadação, puxado pela retomada do crescimento e pela venda de ativos. Não está descartado, porém, o envio ao Congresso de algumas medidas "pontuais" de alta de alguns tributos para serem analisadas pelo Congresso. O número de 1,6%, no entanto, está acima das previsões do mercado para o crescimento do PIB no ano que vem. No relatório Focus do Banco Central, que compila as previsões do mercado financeiro, a estimativa média para o crescimento da economia no próximo ano está em 1,1%, embora algumas instituições até visualizem a possibilidade de um resultado melhor, próximo de 2%. Na segunda-feira, 15, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, voltou a dizer que, se for necessário para o reequilíbrio das contas públicas, haverá aumento de impostos. Segundo ele, porém, a economia está evoluindo dentro das projeções e começa a dar os primeiros sinais de retomada. "As indicações são de que vai haver crescimento da economia e consequente aumento da arrecadação. Se isso se configurar, não será necessário aumentar impostos. Mas, se for necessário, nós vamos aprovar (esse aumento)", disse, após reunião com analistas do mercado financeiro em São Paulo. Mais tarde, Meirelles e os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, se reuniram com o presidente em exercício, Michel Temer, para tratar exatamente do orçamento de 2017. Quando apresentou, no começo de julho, a proposta de meta fiscal com um déficit de R$ 139 bilhões no próximo ano, o governo revelou que a conta incluía um reforço de receitas de R$ 55,4 bilhões, que viriam principalmente de concessões de serviços e da privatização de estatais. Agora, com a aposta de que, passado o processo de impeachment, a economia terá uma evolução melhor do que a prevista anteriormente e de que as receitas devem crescer mais no próximo ano, essa necessidade de reforço deve ser menor. Ou seja, o governo trabalha com um cenário em que será preciso privatizar menos e ainda assim evitar aumento de impostos.
CORTE
Mas mesmo que a equipe econômica decida elevar a expectativa de crescimento da economia brasileira para 2017, fontes do governo ouvidas pelo Estado não descartam medidas adicionais para o cumprimento da meta fiscal. Para isso, é provável que o governo recorra a mais redução de despesas. "O aumento (de receita) não é tão imediato e há espaço para cortar despesa", afirmou uma fonte do governo. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)

EXAME PREVENTIVO PODE REDUZIR TRANSPLANTE DE RIM EM 50%
Metade dos pacientes submetidos a transplantes de rim, no Brasil, poderia evitar a dependência dessa cirurgia se tivesse tido o cuidado de fazer exames preventivos de saúde, no caso os de sangue e de urina. O alerta é do nefrologista Diogo Medeiros, responsável pelos transplantes desse órgão no Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, segundo o qual o diagnóstico tardio é a principal causa de lesões irreversíveis. Desde o início das atividades da instituição, em 2010, foram feitos 430 transplantes de rim, dos quais 50% referiam-se às pessoas que apresentavam diabetes e hipertensão ou uma dessas doenças. "Em metade dos casos" - informa Diogo - "as pessoas só procuraram o médico porque passaram mal e, como a consulta foi tardia, não houve mais chance de recuperação ou de se postergar a evolução da doença". Resta ao paciente ficar na fila dos transplantes e, enquanto aguarda um doador, tem que se submeter à hemodiálise para a filtragem do sangue. Segundo o especialista, o número de doações é insuficiente, numa proporção de cinco mil para dez mil pacientes. No entanto, se as visitas periódicas ao médico ocorressem a cada seis meses, haveria maior qualidade de vida e de longevidade. O Hospital de Transplantes é uma unidade da Secretaria de Saúde do estado, gerenciada em parceria com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). Ainda de acordo com o nefrologista, os rins têm múltiplas funções no organismo, como a produção de hormônios na formação dos ossos e do sangue, no controle da pressão arterial e na filtragem de impurezas e eliminação de toxinas por meio da urina. E são fundamentais para manter os líquidos e sais do corpo em níveis adequados. Em casos de pessoas com diabetes e hipertensão, os primeiros sinais de lesão podem ocorrer em um período de cinco anos. Mas se forem feitas análises clínicas periódicas a cada seis meses, é possível um controle contra a progressão para uma Doença Renal Crônica (DRC). Por meio do exame de sangue, o médico poderá constatar se há concentração de creatinina (substância derivada da absorção de proteína no músculo) e cruzar essa informação com o resultado do exame de urina, indicando se houve ou não a eliminação de toxinas.

80% DOS BRASILEIROS FAZEM DOWNLOAD DE CONTEÚDOS AUDIOVISUAIS
 A pesquisa nacional Conectaí Express indica que 80% dos internautas brasileiros fazem downloads de conteúdos audiovisuais. Filmes, séries, shows e outros programas são baixados principalmente nos computadores pessoais ou notebooks. Logo em seguida, vêm os smartphones, tablets e smartv's, em ordem de utilização. A pesquisa foi realizada em junho, com 2000 internautas. Segundo a Conectaí, 70% dos usuários usam PC ou notebook para fazer os downloads, enquanto 20% usam smartphones, 7% utilizam tablets, 3% a Smartv e 20% não realizam downloads. A amostragem não indicou quais são os tipos de programas ou softwares utilizados em cada tipo de dispositivo para baixar os conteúdos. No entanto, uma outra pesquisa, realizada pelo grupo MUSO, indica que os brasileiros estão entre os que menos acessam sites de torrent. No ranking dos países que mais utilizam esse serviço, o Brasil ficou em 36º lugar, com apenas 5% da população fazendo downloads através de torrents. Em primeiro lugar está a Letônia, onde, de acordo com o estudo, quase metade dos internautas utilizam esse tipo de ferramenta. O "top 10" da lista é todo constituído de países europeus. Já em relação ao uso de softwares piratas, um estudo realizado pela BSA (Business Software Aliance) em 2015 concluiu que 47% dos softwares instalados no Brasil não são licenciados, enquanto o índice mundial é de 39%. Diversos problemas são relacionados ao uso de softwares piratas, inclusive os ataques cibernéticos, que causaram prejuízo global de U$400 bilhões no ano passado. 

RIVISTA DO MINO



Hermínio Macêdo Castelo Branco (Mino) é cearense, natural de Fortaleza. Filho de Francisca Macêdo e Raimundo Castelo Branco, nasceu no dia 3 de maio de 1944. Formado em Direito pela UFC (inscrito na OAB), a lista de suas atribuições é extensa: desenhista, artista plástico, cartunista, programador visual, projetista gráfico, poeta bissexto, livre pensador, autor de histórias, fábulas e contos infantis, ilustrador e publicitário. Trabalhando em agências de publicidade e colaborando com quase todos os jornais de Fortaleza, passou vários anos dedicado ao trabalho de criação de marcas, programação visual e projetos gráficos. Edita sua própria publicação mensal "RIVISTA", distribuída através da editora "RISO" (de sua propriedade) para vários colégios no Ceará. RIVISTA contém toda a diversificação de seu trabalho: fábulas, contos, frases, pensamentos, artigos, poesias, ilustrações e cartuns. O "Blog do Borjão" em homenagem ao Mino disponibiliza às 5ª feiras o tópico "RIVISTA DO MINO".

SAÚDE NO BLOG

OS BENEFÍCIOS DA MELANCIA 

melancia é uma fruta refrescante, saborosa e com propriedades que são essenciais para manter o nosso corpo saudável. Ela é composta por aproximadamente 93% de água e tem baixo teor calórico. Uma fatia equivale aproximadamente a 33 calorias, o que a classifica como leve, porém completa. Conheça mais benefícios da melancia e saiba porque é tão importante consumir a fruta. Rica em nutrientes bastante importantes para o nosso organismo, na melancia são encontradas as fibras, os carboidratos, vitaminas A, C e B6, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e ferro. A cor avermelhada da polpa tem grande concentração de um poderoso antioxidante chamado licopeno, que neutraliza os radicais livres (substâncias nocivas ao corpo e os grandes responsáveis pelo envelhecimento da pele). Ela também contribui na melhora da sensibilidade à insulina e ajuda na prevenção de doenças como a hipertensão, câncer de próstata, endométrio, pulmão e mama. Incluir a melancia na alimentação ainda ajuda a manter o corpo sempre hidratado devido a sua grande quantidade de água e colabora com a diminuição do colesterol, artrite reumatóide e ortoartrite. Além dos benefícios da melancia, as sementes da fruta também não devem ser desprezadas, pois apresentam propriedades nutricionais que fazem bem para a saúde. Elas são ricas em zinco, mineral que ajuda a aumentar a imunidade do organismo e em ácidos graxos, que contribuem para o bom funcionamento do metabolismo regulando os hormônios.
O gosto adocicado da melancia vem da frutose, açúcar natural fonte de carboidrato que funciona no organismo como um estoque de energia, ajudando no ótimo funcionamento do cérebro, nervos, medula óssea e nos glóbulos vermelhos. Por ser livre de gordura e colesterol, a melancia ajuda a regular a pressão sanguínea prevenindo o organismo de arritmias e sendo essencial na contração muscular. Também é responsável por levar moléculas de água para as células ajudando a baixar a temperatura corporal.
A melancia também pode influenciar na vida sexual. Ela contém a citrulina, aminoácido que ao ser consumido é convertido em arginina, que tem a função de melhorar a circulação, aumentar a produção de óxido nítrico, eficaz no relaxamento dos vasos sanguíneos, promovendo a melhora na libido e ajudando a prevenir a impotência sexual masculina. E não acaba por aqui. Por ser rica em água e açúcares naturais, a fruta também colabora para tornar os fluidos do corpo como a saliva, secreção vaginal e sêmen mais adocicados e perfumados.
Ninguém resiste a uma fatia de melancia gelada, principalmente nos dias em que a temperatura está elevada. Mas segundo estudos, as propriedades de licopeno e betacaroteno presentes na fruta quando consumida em temperatura ambiente, ficam ainda melhores. Então, o ideal é deixar a melancia alguns minutos fora da geladeira antes de consumi-la. Para conservar depois de aberta e evitar a perda das vitaminas devido o contato com a luz e o oxigênio, embale bem a melancia e coloque na geladeira.
A melancia pode ser consumida de várias maneiras, seja ao natural, em forma de suco, acrescentada na salada de frutas ou até mesmo como um saboroso mousse para a sobremesa, vai da criatividade e gosto de cada um. Só não esqueça de consumir também a semente, que é rica em vitaminas.

CIRCULA NA INTERNET

ALUNO MALUCO

IMAGEM DO DIA

Uma bela imagem na região Costa dos Coqueiros - BA - Brasil.

PIADA DO BLOG

CANA DE GRAÇA
O bêbado está levando a maior dura do delegado:
- Quer dizer que o senhor estava envolvido na briga desses pilantras?
- Quem? Eu? De... hic... jeito nenhum, dotô delegado. Eu sou da... hic... paz!
- Então porque os policiais trouxeram o senhor pra cá?
- Eles trouxeram... hic... não... fui eu que quis vir...
- Não entendi!
- Tava a maior... hic... briga no bar! Aí encostou o camburão... hic... e um polícia gritou... hic... "É cana pra todo mundo!". Aí eu falei: "Tô dentro!".

TEXTO DO BLOG

FERRAR-SE
por Luis Fernando Verissimo*

O Ano do Brasil na França (2005, por aí) foi um sucesso. Tanto que, quando veio ao Brasil, num encontro com um barão da nossa imprensa, o coordenador do evento estranhou a ausência de qualquer notícia, aqui, sobre o que acontecia lá, onde nossos artistas e produtos eram bem promovidos, numa iniciativa conjunta dos governos brasileiro e francês. E ouviu do seu interlocutor uma explicação sucinta, contada por ele mesmo:
— Eu quero que o Lula se ferre.
“Se ferre”, claro, não foi exatamente o verbo usado. O verbo substituído exprimia o sentimento de parte da grande imprensa nacional e boa parte do nosso patriciado, para quem um governo do PT bem-sucedido era uma ameaça trifurcada: à ortodoxia liberal deixada pelo Fernando Henrique, ao desejado Estado mínimo, minado por um assistencialismo desenfreado, e à normalidade democrática (ou seu atual arremedo), com um PT eternizado no poder e monopolizando a vida política no país por muitos anos. A reeleição da Dilma e a perspectiva de ela ser substituída no poder pelo Lula em 2018 tornaram mais urgente a necessidade de frear, ou ferrar, o PT.
Durante muito tempo, quando as coisas se acalmarem, se discutirá se o PT foi ferrado ou ferrou-se sozinho, sucumbindo à tentação do dinheiro fácil do propinato, sem o consolo de não ser o único. O PT limpo continua, talvez até tenha futuro, mas o fato é que o desejo do tal barão da imprensa (que já morreu) se realizou.
Tese
Ouvi uma tese que parece doida mas não deixa de ter sentido — ou um sentido doido, como todas as teses conspiratórias. Seguinte: o Donald Trump estaria fazendo todo o possível para perder as eleições. Ninguém mais do que ele teme a sua vitória. Assim, tudo o que ele está fazendo e dizendo como candidato à Presidência dos Estados Unidos (culminando com sua pouco sutil sugestão de que a Associação Nacional do Rifle cuide de Hillary, supostamente com um rifle) não é excentricidade ou demência, é pânico. Como a velha piada do Groucho Marx — me recuso a ser sócio de um clube que aceita gente como eu — Trump não quer ser presidente de um país governado por alguém como ele.

(*) Luis Fernando Verissimo é escritor